
Começou com as crianças levando à escola e logo se espalhou; depois foram os jovens, adultos, pobres, ricos, trabalhadores e empresários, muitos aderiram a ela.
Surgiram os mais variados tipos e modelos, tem para todos os gostos.
A mochila teve um impulso maior ainda pela facilidade de levar material de trabalho, notebooks, material de esporte, coisas de uso pessoal, etc.
Foi realmente uma boa invenção, quem não se lembra daquelas pastas pesadas que deixavam a pessoa torta, se equilibrando para compensar o lado carregado....
Porém, não se pensou que ela se tornaria uma coisa chata em algumas situações, como nos transportes coletivos. Ônibus, metrô, barcas, trem... em vários lugares ela começou a ser sinônimo de incômodo, chateação.
Vivemos uma época de individualismo. Quem é hoje que não pega seu transporte e puxa logo algo prá ler (se estiver sentado) ou bota aquele aparelhinho, aquela outra maravilha, o walkman? E tome tecnologia: walkman, MP3, MP4, .......... celular com música, rádio...qualquer um (ou quase) pode possuir alguma destas maravilhas.
Individualismo...pois é, as pessoas não se dão conta mais do outro; ah, esse outro... acaba sendo um chato....Eu aqui, com a minha mochila, curtindo meu som e esse cara vem passar logo por aqui???
Outro dia estava num ônibus cheio e uma senhora com uma mochila nas costas, prá variar atrapalhando quem passava. Depois de algum tempo e empurra empurra ela reclamou: "bem que eles poderiam passar de ladinho, mas querem passar de frente"...
Durma com um barulho desses.....
Pois é: o outro.... porque perdemos essa dimensão do outro, da alteridade? Será que é assim mesmo?
Não é!!!! precisamos readquirir ou aumentar nossa percepção do outro, de quem está ao nosso lado, gente que precisa ser respeitada em seus direitos. Não posso fazer o que quiser e deixar que o outro que se lixe...
Boas maneiras se aprende em casa, mas também na escola. A educação é fundamental para um crescimento da sociedade de forma vivível, sem necessidade de passarmos aborrecimentos e stress para enfrentar nosso cotidiano.
Eu também uso mochila, mas procuro estar atento. Se vejo que vai incomodar tiro das costas, faço alguma coisa para ser gentil ou no mínimo respeitar o direito de ir e vir da outra pessoa. Isto não é mérito...é obrigação; meu próximo merece respeito.
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