sexta-feira, 5 de outubro de 2012

TV Globo ou... mais do mesmo

Para meu gosto pessoal, em princípio, tenho dificuldades em relação a programas de auditório. Não se pode generalizar, mas alguns me parecem apelativos e tendendo à mesmice. Tais quadros poderiam ser considerados como um gênero de comunicação, podendo ser comparados com um "discurso", face à repetição das temáticas ou do "modus operandi" (É possivel também encontrar intenções ideológicas em alguns deles). No centro do Rio de Janeiro, onde trabalho, é comum se encontrar restaurantes, academias, salas de espera de médicos ou dentistas com televisores ligados e uma boa parte deles sintonizados na TV Globo. Um dos programas que sou "constrangido" a ver frequentemente é o da Fátima Bernardes. Fátima, que teve uma participação importante durante anos no Jornal Nacional, virou mais uma apresentadora de programas de auditório. Com seus bonitos cachos, que já lhe renderam o apelido de Maisinha, Fatima tem conduzido programas de auditório de gosto discutível. Me lembro de uma postagem no blog do meu amigo Marcello Benites, que aborda a temática da análise do discurso. Será que um programa de TV como este, tipo fastfood de baixa qualidade, pode ser considerado um tipo de discurso? Este tipo de programa é um gênero com formato recorrente nos programas de canais abertos da nossa televisão (vide outros similares na própria emissora e em outros canais). Normalmente são programas de apelo popular, sentimentalóides ou com cunho humorístico como um passatempo sem maiores pretensões, daqueles que o usuário deixa a TV ligada, sem maiores preocupações de acompanhar seu conteúdo, aparentemente por costume ou até para preencher o tempo com sons e imagens. Segundo um artigo da Internet com o nome de "Análise Do Discurso - Programa De Auditório" tendo como autoras Kamilla Rocha e Caroline Aparicio, o que caracteriza este gênero é a presença de uma platéia que interage através de manifestações emocionais (vaias, aplausos), participação em provas e entrevistas, visitantes convidados, etc. Decepção... Fátima que se afastou do Jornal Nacional para uma carreira solo prometendo um programa diferente chega com a mesmice; pode ser até que ela não faça parte do planejamento do programa, que fica aos cuidados de uma equipe de produção, mas o que está em jogo é principalmente seu nome como âncora desse programa. Uma pena...