Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'.
Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
(Plínio Delphino, Diário de São Paulo.)
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'.
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
Veja o texto completo no "Psicologia e Vida"
quinta-feira, 29 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Temos alternativas à competição?
Vivemos num mundo individualizante...cada um na sua e o outro...vemos no cotidiano prevalecer a lei de Gerson; aliás não tenho nada contra ele, mas o levar vantagem em tudo obviamente que transforma as relações pessoais em jogos de ganha-perde.
Mas tem que ser assim? temos que viver em competição uns com os outros?
Será que hoje não tem mais espaço para a cooperação, para a gentileza, para a gratuidade?
Isto olhando do ponto de vista da sociedade, mas as empresas? é possível desenvolver atitudes empresariais fraternas, sobreviver num mundo globalizado, mas mantendo valores e princípios éticos?
Parece impossível, mas o próprio John Nash, prêmio nobel em economia afirmou: Adam Smith está errado.
Se tiver interesse no assunto veja o vídeo anexo e tire suas conclusões:
http://www.youtube.com/watch?v=U8BiV1v_Oa8>
Mas tem que ser assim? temos que viver em competição uns com os outros?
Será que hoje não tem mais espaço para a cooperação, para a gentileza, para a gratuidade?
Isto olhando do ponto de vista da sociedade, mas as empresas? é possível desenvolver atitudes empresariais fraternas, sobreviver num mundo globalizado, mas mantendo valores e princípios éticos?
Parece impossível, mas o próprio John Nash, prêmio nobel em economia afirmou: Adam Smith está errado.
Se tiver interesse no assunto veja o vídeo anexo e tire suas conclusões:
http://www.youtube.com/watch?v=U8BiV1v_Oa8>
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Reflexão
Porque criei este blog? Eu o vejo como um espaço para reflexão. Refletir sobre o que? Sobre a vida, sobre o cotidiano, sobre a origem da existência, e por aí afora...
Isto se aproxima um pouco da arte de filosofar, mas não tenho pretensão de ser filósofo. Meu interesse está mais próximo de “desvelar”, no sentido de tirar o véu. Tudo o que vemos pode ser visto de outra(s) forma(s), como se tirássemos um véu e pudéssemos dizer: oh!!! ou ah!!!. O primeiro estaria mais próximo do espanto ou da surpresa e, novamente, estamos dentro do campo da filosofia. Mas o ah!!! tem a ver com a compreensão, o entendimento e aí, além da filosofia, nos aproximamos de outras ciências humanas. Se eu compreendo algo sobre mim mesmo, minha vida, meus comportamentos, minhas atitudes, então estou dentro do campo da psicologia.
Mas se o meu ah!!! tem a ver com uma compreensão do que acontece com a vida em comunidade, ou na sociedade, ou no relacionamento dos homens entre eles e/ou com as coisas nos aproximamos da sociologia.
Não sou sociólogo, embora tenha lido alguns livros e artigos. Prefiro ficar como alguém que reflete, que pensa sobre a humanidade, seus costumes, suas crenças, seus hábitos, etc.
Porém mesmo sem querer é difícil refletir, questionar, sem se aproximar da filosofia. Vejamos esta historinha:
É muito significativa a a história de Sofia e Ana, sua irmã mais nova. Um dia, elas foram ao pomar colher amoras para sua mãe e chegando lá viram amoras pequenas e mirradas. Ana colheu algumas amoras pequenas enquanto Sofia seguia adiante à procura de amoras melhores. Ana queria voltar logo para casa por isso estava aborrecida com a viagem. Andaram uns minutos e chegaram a um lugar onde havia mais amoras, bem melhores que as primeiras, e assim paravam, colhiam e seguiam andando. Quanto mais avançavam, descobriam vegetações de amoras cada vez mais apetitosas. Em cada parada, Ana sempre dizia que já bastava, mas Sofia a incentivava a seguir adiante dizendo: "Vamos tentar encontrar amoras melhores que estas. Deve haver mais logo adiante". Assim, impaciente e contrafeita, Ana seguia Sofia até que chegaram a um lugar onde viram amoras gigantes, tão grandes e suculentas que mais pareciam maçãs. Maravilhada com aquele achado, Ana, começou a colher as amoras maravilhoras dizendo: "Como você sabia que essas amoras eram melhores que as outras? "Eu não sabia", respondeu Sofia despreocupadamente. Preocupada em encher o cesto, Ana não percebeu a ausência de Sofia, mas quando levantou os olhos viu que sua irmã embrenhava-se pomar adentro. "Sofia", gritou Ana medrosa e impaciente, pois os primeiros raios avermelhados do crepúsculo já começavam a aparecer, "o que você está olhando aí? Vamos logo, o cesto já está cheio, já é tarde, mamãe deve estar preocupada...". Sem parar de caminhar, Sofia disse como que para si mesma: "Se chegamos aqui e até achamos amoras gigantes... Eu preciso saber que tipo de amoras iremos encontrar agora."
Ana é a ciência. Sofia é a Filosofia. As amoras são as respostas, as descobertas. Uma valoriza o acúmulo das descobertas e por isso contenta-se em possuir o achado. A outra vê na própria busca o sentido da viagem. A filosofia não ama as respostas mas as perguntas (autor desconhecido).
Gostaram? Eu gostei...então, benvinda a filosofia...
Isto se aproxima um pouco da arte de filosofar, mas não tenho pretensão de ser filósofo. Meu interesse está mais próximo de “desvelar”, no sentido de tirar o véu. Tudo o que vemos pode ser visto de outra(s) forma(s), como se tirássemos um véu e pudéssemos dizer: oh!!! ou ah!!!. O primeiro estaria mais próximo do espanto ou da surpresa e, novamente, estamos dentro do campo da filosofia. Mas o ah!!! tem a ver com a compreensão, o entendimento e aí, além da filosofia, nos aproximamos de outras ciências humanas. Se eu compreendo algo sobre mim mesmo, minha vida, meus comportamentos, minhas atitudes, então estou dentro do campo da psicologia.
Mas se o meu ah!!! tem a ver com uma compreensão do que acontece com a vida em comunidade, ou na sociedade, ou no relacionamento dos homens entre eles e/ou com as coisas nos aproximamos da sociologia.
Não sou sociólogo, embora tenha lido alguns livros e artigos. Prefiro ficar como alguém que reflete, que pensa sobre a humanidade, seus costumes, suas crenças, seus hábitos, etc.
Porém mesmo sem querer é difícil refletir, questionar, sem se aproximar da filosofia. Vejamos esta historinha:
É muito significativa a a história de Sofia e Ana, sua irmã mais nova. Um dia, elas foram ao pomar colher amoras para sua mãe e chegando lá viram amoras pequenas e mirradas. Ana colheu algumas amoras pequenas enquanto Sofia seguia adiante à procura de amoras melhores. Ana queria voltar logo para casa por isso estava aborrecida com a viagem. Andaram uns minutos e chegaram a um lugar onde havia mais amoras, bem melhores que as primeiras, e assim paravam, colhiam e seguiam andando. Quanto mais avançavam, descobriam vegetações de amoras cada vez mais apetitosas. Em cada parada, Ana sempre dizia que já bastava, mas Sofia a incentivava a seguir adiante dizendo: "Vamos tentar encontrar amoras melhores que estas. Deve haver mais logo adiante". Assim, impaciente e contrafeita, Ana seguia Sofia até que chegaram a um lugar onde viram amoras gigantes, tão grandes e suculentas que mais pareciam maçãs. Maravilhada com aquele achado, Ana, começou a colher as amoras maravilhoras dizendo: "Como você sabia que essas amoras eram melhores que as outras? "Eu não sabia", respondeu Sofia despreocupadamente. Preocupada em encher o cesto, Ana não percebeu a ausência de Sofia, mas quando levantou os olhos viu que sua irmã embrenhava-se pomar adentro. "Sofia", gritou Ana medrosa e impaciente, pois os primeiros raios avermelhados do crepúsculo já começavam a aparecer, "o que você está olhando aí? Vamos logo, o cesto já está cheio, já é tarde, mamãe deve estar preocupada...". Sem parar de caminhar, Sofia disse como que para si mesma: "Se chegamos aqui e até achamos amoras gigantes... Eu preciso saber que tipo de amoras iremos encontrar agora."
Ana é a ciência. Sofia é a Filosofia. As amoras são as respostas, as descobertas. Uma valoriza o acúmulo das descobertas e por isso contenta-se em possuir o achado. A outra vê na própria busca o sentido da viagem. A filosofia não ama as respostas mas as perguntas (autor desconhecido).
Gostaram? Eu gostei...então, benvinda a filosofia...
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