terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Dirigir e falar ao celular; qual o problema?

Li estas considerações em um artigo do jornal O Globo. Preste atenção:

Você consegue estudar e assistir à televisão ao mesmo tempo? Conversar e jogar videogame? Sim? Não? Então, preste atenção.

O teste famoso: é preciso prestar atenção e contar quantas vezes os jogadores de amarelo passam a bola entre eles. Só os de amarelo. São 12 passes. Você acertou? Mas talvez tenha perdido o mais legal: um macaco entra no jogo, faz graça e você não vê. Sabe por quê?

“É uma limitação do cérebro da gente. A gente só consegue prestar atenção em uma coisa de cada vez. De todas as coisas que acontecem, a gente só consegue registrar conscientemente uma delas,” diz a neurocientista Suzana Herculano.

Ainda duvida? Então, imagine uma situação: você está passando por uma praça e, de repente, não mais do que de repente, surge um gorila. Normal? Bem, o macaco pedala um monociclo!

“Não, não reparei nada”, diz uma senhora.

Cientistas americanos fizeram um teste parecido. Mas a sério. O estudo acaba de ser publicado em uma revista de psicologia.

Eles puseram um palhaço de monociclo rodando numa praça. Resultado: nos grupos que passavam conversando pelo lugar, 57% viram o palhaço. Entre os que estavam escutando música, com fones de ouvido, apenas 32% perceberam algo diferente.

Nosso gorila também não passou despercebido de quem conversava ou ouvia música.

“Passou agora aqui, parece um gorila, numa bicicleta”, conta um homem.

“Feio pra caramba, parece um gorila”, diz outro homem.

A surpresa, no estudo americano, foi entre os que estavam falando ao celular: só 8% viram o palhaço de monociclo.

Quase ninguém que falava ao celular reparou no palhaço ou no macaco, porque o telefone requer muita atenção: o som é ruim, você não tem a imagem da boca da pessoa se mexendo para ajudar, tem que acompanhar a conversa e pensar na resposta. Então, toda sua atenção fica de fato canalizada para a conversa no celular.

Conclusão: a impressão de que conseguimos prestar atenção em duas coisas ao mesmo tempo é realmente só impressão.


“O que a gente consegue fazer é alternar a atenção entre uma coisa e a outra coisa e voltar para a primeira. Mas é preciso saber que, enquanto você está prestando atenção em uma coisa, o seu cérebro ignora a outra. Ele precisa fazer isso para dedicar a sua atenção na primeira coisa”, revela a neurocientista.

Friends, The B. Bang theory, etc... cultura ou...?

Tenho filhos jovens. O canal favorito, em qualquer hora do dia, é Warner Brothers. E tome Friends, The big bang theory, Two and a half men... acho que não varia em relação a isto...
gosto de ver um ou outro. Prefiro o BBTheory, o Sheldon é muito engraçado.
Mas no fundo são enlatados americanos, com risos forçados e piadas ou cenas sensuais, caricatas, etc.
O que nestes programas atraem os jovens? obviamente não me considero jovem, como eles, mas eles gostam.
Talvez a Warner com meia dúzia de atores e programas de qualidade duvidosa acertou na msg ao seu publico alvo. E parece que não é só na minha casa...
Antigamente tínhamos o Didi, Ronad Golias, etc., mas isto é passado. Posso estar errado, mas penso que o tipo de comedia é, no fundo, parecido (pastelão).
Mas se os jovens gostam, eles provavelmente estão certos. Viva a Warner!!!

2013 - e o meio ambiente??? vai mal...

Li hoje uma notícia: mais de 1/3 dos afegãos vive abaixo da linha de pobreza; pesquisando alguns países da Ásia, do Oriente Médio, da África e até da América encontraremos outras situações tristes.
Por outro lado, na lista dos maiores bilionários do mundo, liderada pelo mexicano Carlos Slim, com mais de U$ 60 bilhões, tem até um brasileiro: Eike Batista, com cerca da metade desse valor. Sei que Slim é dono de um império de telecomunicações; sei também que o México é rico em tradições e paupérrimo em distribuição de riquezas, mas sei muito pouco deste país.
Já o sr. Eike é o representante de uma geração na qual, como ele mesmo diz, o importante é você criar riquezas do zero. Não importa (para alguns) a natureza ética de sua fortuna. Sei que é um homem do mercado, que faz fortunas (e perde) no cassino da bolsa. É também capaz de fechar uma fábrica sem muita preocupação outros stakeholders (empregados por exemplo). Existem também aspectos obscuros de sua atuação: proximidade com politicos e possíveis favorecimentos. Por exemplo, o porto de Açu no norte fluminense, de acordo com estudo da UENF, pode provocar a desertificação de uma região do estado. Mas o capital não se detém para coisas pequenas... o meio ambiente está aí para ser usado (e até abusado) pelos que têm visão (sic) empresarial.
O pior é que o mercado e seus defensores dão um tiro no pé e jogam para as futuras gerações desafios e preocupações gravíssimos: como equilibrar crescimento com sustentabilidade? ou, pior ainda, como evitar catástrofes ambientais?
Só não vê quem não quer: calor insuportável no Brasil e fortes nevascas no norte.
Os grandes países não querem abrir mão de crescimento, passando por cima de acordos sobre meio ambiente em troca de um crescimento mais modesto porém "sustentável". Esta palavra está tão na moda, mas o que significa mesmo? Ou como diria um personagem: sustentável para quem cara-pálida? Acredito que sustentável só pode ser para todos.
O que temos com isto? No longo prazo estaremos todos mortos, mas e as novas gerações?