terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013 - e o meio ambiente??? vai mal...

Li hoje uma notícia: mais de 1/3 dos afegãos vive abaixo da linha de pobreza; pesquisando alguns países da Ásia, do Oriente Médio, da África e até da América encontraremos outras situações tristes.
Por outro lado, na lista dos maiores bilionários do mundo, liderada pelo mexicano Carlos Slim, com mais de U$ 60 bilhões, tem até um brasileiro: Eike Batista, com cerca da metade desse valor. Sei que Slim é dono de um império de telecomunicações; sei também que o México é rico em tradições e paupérrimo em distribuição de riquezas, mas sei muito pouco deste país.
Já o sr. Eike é o representante de uma geração na qual, como ele mesmo diz, o importante é você criar riquezas do zero. Não importa (para alguns) a natureza ética de sua fortuna. Sei que é um homem do mercado, que faz fortunas (e perde) no cassino da bolsa. É também capaz de fechar uma fábrica sem muita preocupação outros stakeholders (empregados por exemplo). Existem também aspectos obscuros de sua atuação: proximidade com politicos e possíveis favorecimentos. Por exemplo, o porto de Açu no norte fluminense, de acordo com estudo da UENF, pode provocar a desertificação de uma região do estado. Mas o capital não se detém para coisas pequenas... o meio ambiente está aí para ser usado (e até abusado) pelos que têm visão (sic) empresarial.
O pior é que o mercado e seus defensores dão um tiro no pé e jogam para as futuras gerações desafios e preocupações gravíssimos: como equilibrar crescimento com sustentabilidade? ou, pior ainda, como evitar catástrofes ambientais?
Só não vê quem não quer: calor insuportável no Brasil e fortes nevascas no norte.
Os grandes países não querem abrir mão de crescimento, passando por cima de acordos sobre meio ambiente em troca de um crescimento mais modesto porém "sustentável". Esta palavra está tão na moda, mas o que significa mesmo? Ou como diria um personagem: sustentável para quem cara-pálida? Acredito que sustentável só pode ser para todos.
O que temos com isto? No longo prazo estaremos todos mortos, mas e as novas gerações?

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