Este ditado popular é antigo e um pouco diferente: "farinha pouca, meu pirão primeiro"... dá no mesmo.
Na prática significa: "eu cuido do meu e você cuida do seu" ou "quem puder mais chora menos".
Em tempos de exacerbação da competitividade acho que este tipo de atitude está sendo mais comum.
Exemplos: muitas pessoas ocupando o mesmo espaço? possivelmente as mais fortes e ágeis ocuparão os melhores espaços ou passarão na frente até de idosos, grávidas, etc.; lugares preferenciais em transporte público são ocupados sem cerimônia até por jovens que não teriam tanta necessidade de viajar sentados e fingem não ver idosos, etc. Obviamente temos ainda pessoas gentis e educadas, mas parece que está ficando um pouco mais dificíl de se ver.
Curioso: no metrô do Rio (penso que também em São Paulo) as pessoas respeitam essas lugares e até evitam sentar-se, mesmo sem ter usuários. É no mínimo curioso... porque esta diferença de atitudes? difícil de saber; pode ser um aspecto social a ser pesquisado.
Tenho a impressão de que as contínuas mensagens transmitidas servem como lembrete desta lei municipal que passa em geral desapercebida ou não é seguida em outros lugares.
Aliás, tem muitas leis que existem só no papel; não são seguidas e muitas pessoas até desconhecem.
"Gentileza gera gentileza"; esta frase simples do falecido Profeta Gentileza do Rio virou, muitas vezes, só uma frase bonita, mas pouco seguida na prática: deixar o outro carro passar? nem pensar... alguém está com um carrinho cheio no supermercado e quem vem atrás tem somente um pacotinho: deixá-lo passar na frente? cada um que se vire; ouvir um som alto sem se incomodar com vizinhos ou próximos? problema deles...
Infelizmente teríamos dezenas de exemplos que vemos frequentemente no nosso cotidiano.
Minha opinião? falta educação, falta o sentido da alteridade (do outro), de seus direitos, falta sim a prática da gentileza no dia a dia, adotar uma atitudes menos competitiva, desarmar-se, dar o lugar para o outro. Bonito de falar? sim, mas dificil de praticar.
Falta também a prática da virtude da bondade; falta o respeito, falta o amor ao próximo. Este mandamento, que aparece praticamente em todas as religiões, ainda precisa muito ser seguido.
Afinal, quando vence a força, a esperteza, o mais ágil, no fundo todos perdem, perdemos nossa humanidade, um pouco daquilo que nos diferencia dos animais não humanos.
O que fazer? Começar por mim, por você.
Pode ser que a gente pense: poxa... começar por mim? e os outros?
Conhece a histórinha do passarinho que pegava água com o bico e tentava sozinho apagar um incêndio? perguntado porque fazia aquilo, já que não conseguiria nada, ele respondeu: faço a minha parte...
Pois é, eu posso fazer a minha parte. Você também pode?
quinta-feira, 6 de junho de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
CELULAR - mania ou necessidade?
Impressionante como se tornou em pouco tempo um acessório tão importante, utilizado em praticamente qualquer lugar e por todos, inclusive crianças.
É usado na rua, no elevador, no ônibus, nos ambientes de trabalho; criam embaraços em reuniões, consultas médicas, salas de aula, simpósios e até cerimônias religiosas.
Prá começar, quem não faz uso dele em quase todos estes lugares?
Também me incluo nessa lista.
Mas será que não estamos exagerando? Olhar e até digitar na rua, em escadas, ruas movimentadas, faixas de pedestres, dirigindo veículos... pode-se correr sérios riscos (uma queda, um acidente, um roubo...)
Costumo ir e voltar na barca Rio x Niterói. É impressionante a quantidade de pessoas digitando ou falando ao celular, principalmente jovens, mas não só, gente de todas as idades.
Outro dia fui a uma consulta médica e na sala de espera tinha um casal com duas crianças. Uma delas, um garoto, pequenino, jogando um game no celular. Não resisti e perguntei aos pais: que idade ele tem? A mãe respondeu: fez dois anos, mas aprendeu a jogar antes e disse com orgulho.
Obviamente estamos lidando com uma geração diferente, chamada por alguns autores como geração z.
Volto à pergunta: será que não estamos exagerando?
Para mim estamos, ou seja, precisamos nos questionar sobre como seria um uso razoável e disciplinar seu uso, seja para adultos ou crianças.
Outro ponto, para mim desagradável: algumas pessoas falam tão alto, sobre qualquer assunto... falta de respeito. Afinal, não somos obrigados a ficar ouvindo alguém falando e até berrando baboseiras ao celular. Sei que às vezes a ligação está ruim e se fala mais alto, mas me parece que se perdeu a sensibilidade do próximo, do direito de se viajar tranquilo e sem aborrecimento.
Mais uma coisa: e aquele tipo de celular irritante que fica toda hora dando um apito? Ninguém merece... como diz o carioca.
Mas é o ônus do progresso tecnológico e da nossa perda de respeito em relação ao próximo. É urgente que, a partir de nós, de cada um, se reflita sobre o assunto e de como moderar esse uso.
O celular quebrou a barreira da comunicação à distância, mas penso que este tipo de comunicação se tornou excessivo, e pode acabar restringindo muito a comunicação mais eficaz: a interpessoal, a do olho no olho, que pode se tornar até mais rara e por isso mesmo, mais difícil.
Chegamos ao cúmulo de trocar mensagens por celular com pessoas que estão no mesmo ambiente.
Talvez os mais antigos se lembrem do ditado popular: "Quem nunca comeu melado quando come se lambuza".
Acho que estamos nos lambuzando...
É usado na rua, no elevador, no ônibus, nos ambientes de trabalho; criam embaraços em reuniões, consultas médicas, salas de aula, simpósios e até cerimônias religiosas.
Prá começar, quem não faz uso dele em quase todos estes lugares?
Também me incluo nessa lista.
Mas será que não estamos exagerando? Olhar e até digitar na rua, em escadas, ruas movimentadas, faixas de pedestres, dirigindo veículos... pode-se correr sérios riscos (uma queda, um acidente, um roubo...)
Costumo ir e voltar na barca Rio x Niterói. É impressionante a quantidade de pessoas digitando ou falando ao celular, principalmente jovens, mas não só, gente de todas as idades.
Outro dia fui a uma consulta médica e na sala de espera tinha um casal com duas crianças. Uma delas, um garoto, pequenino, jogando um game no celular. Não resisti e perguntei aos pais: que idade ele tem? A mãe respondeu: fez dois anos, mas aprendeu a jogar antes e disse com orgulho.
Obviamente estamos lidando com uma geração diferente, chamada por alguns autores como geração z.
Volto à pergunta: será que não estamos exagerando?
Para mim estamos, ou seja, precisamos nos questionar sobre como seria um uso razoável e disciplinar seu uso, seja para adultos ou crianças.
Outro ponto, para mim desagradável: algumas pessoas falam tão alto, sobre qualquer assunto... falta de respeito. Afinal, não somos obrigados a ficar ouvindo alguém falando e até berrando baboseiras ao celular. Sei que às vezes a ligação está ruim e se fala mais alto, mas me parece que se perdeu a sensibilidade do próximo, do direito de se viajar tranquilo e sem aborrecimento.
Mais uma coisa: e aquele tipo de celular irritante que fica toda hora dando um apito? Ninguém merece... como diz o carioca.
Mas é o ônus do progresso tecnológico e da nossa perda de respeito em relação ao próximo. É urgente que, a partir de nós, de cada um, se reflita sobre o assunto e de como moderar esse uso.
O celular quebrou a barreira da comunicação à distância, mas penso que este tipo de comunicação se tornou excessivo, e pode acabar restringindo muito a comunicação mais eficaz: a interpessoal, a do olho no olho, que pode se tornar até mais rara e por isso mesmo, mais difícil.
Chegamos ao cúmulo de trocar mensagens por celular com pessoas que estão no mesmo ambiente.
Talvez os mais antigos se lembrem do ditado popular: "Quem nunca comeu melado quando come se lambuza".
Acho que estamos nos lambuzando...
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Afinal, sou livre para fazer o que quiser???
Segue citações do sociólogo Peter Berger, extraida de seu livro: "Perspectivas Sociológicas: uma visão humanística"
"A sociedade, como fato objetivo e externo, manifesta-se sobretudo na forma de coerção. Suas instituições moldam nossas ações e até mesmo nossas expectativas. Recompensam-nos na medida em que nos ativermos a nossos papéis. Se saímos fora desses papéis, a sociedade dispõe de um número quase infinito de meios de controle e coerção. As sanções da sociedade são capazes, a todo momento da existência, de nos isolar entre os outros homens, expor-nos ao ridículo, privar-nos de nosso sustento e nossa liberdade e, em último recurso, privar-nos da própria vida. A lei e a moralidade da sociedade podem apresentar complexas justificativas para cada uma dessas sanções, e a maioria de nossos concidadãos aprovará que sejam usadas contra nós como castigo por nosso desvio. Finalmente estamos localizados na sociedade não só no espaço, como também no tempo. Nossa sociedade constitui uma entidade histórica que se estende temporariamente além de qualquer biografia individual. A sociedade nos precedeu e sobreviverá a nós. Nossas vidas não são mais que episódios em sua marcha majestosa pelo tempo. Em suma, a sociedade constitui as paredes de nosso encarceramento na história."
Gostou? Então leia este outro trecho magnífico:
“Vemos as marionetes dançando no palco minúsculo, movendo-se de um lado para outro levadas pelos cordões, seguindo as marcações de seus pequeninos papéis. Aprendemos a compreender a lógica desse teatro e nos encontramos nele. Localizamo-nos na sociedade e assim reconhecemos nossa própria posição, determinada por fios sutis. Por um momento vemo-nos realmente como fantoches. De repente,porém, percebemos uma diferença decisiva entre o teatro de bonecos e nosso próprio drama. Ao contrário dos bonecos, temos a possibilidade de interromper nossos movimentos, olhando para o alto e divisando o mecanismo que nos moveu. Este ato constitui o primeiro passo para a liberdade” (BERGER, 1986, p. 193).
E daí? então não temos autonomia para nossas ações? não somos livres de fazer o que quisermos?
Absolutamente NÃO!!! A sociedade, nossos grupos: família, colegas de trabalho ou estudo, até nossos amigos nos impõe restrições à certas atitudes que não são aceitas ou não ficam bem no grupo, bem como, estímulando a agir de determinadas maneiras.
Por outro lado, podemos fazer coisas diferentes, assumindo certos riscos, óbvio... mas para isto temos que abrir os olhos para o que occorre a nossa volta e mais além um pouco.
Continuaremos o assunto em outro post.
E daí? então não temos autonomia para nossas ações? não somos livres de fazer o que quisermos?
Absolutamente NÃO!!! A sociedade, nossos grupos: família, colegas de trabalho ou estudo, até nossos amigos nos impõe restrições à certas atitudes que não são aceitas ou não ficam bem no grupo, bem como, estímulando a agir de determinadas maneiras.
Por outro lado, podemos fazer coisas diferentes, assumindo certos riscos, óbvio... mas para isto temos que abrir os olhos para o que occorre a nossa volta e mais além um pouco.
Continuaremos o assunto em outro post.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Dirigir e falar ao celular; qual o problema?
Li estas considerações em um artigo do jornal O Globo. Preste atenção:
Você consegue estudar e assistir à televisão ao mesmo tempo? Conversar e jogar videogame? Sim? Não? Então, preste atenção.
O teste famoso: é preciso prestar atenção e contar quantas vezes os jogadores de amarelo passam a bola entre eles. Só os de amarelo. São 12 passes. Você acertou? Mas talvez tenha perdido o mais legal: um macaco entra no jogo, faz graça e você não vê. Sabe por quê?
“É uma limitação do cérebro da gente. A gente só consegue prestar atenção em uma coisa de cada vez. De todas as coisas que acontecem, a gente só consegue registrar conscientemente uma delas,” diz a neurocientista Suzana Herculano.
Ainda duvida? Então, imagine uma situação: você está passando por uma praça e, de repente, não mais do que de repente, surge um gorila. Normal? Bem, o macaco pedala um monociclo!
“Não, não reparei nada”, diz uma senhora.
Cientistas americanos fizeram um teste parecido. Mas a sério. O estudo acaba de ser publicado em uma revista de psicologia.
Eles puseram um palhaço de monociclo rodando numa praça. Resultado: nos grupos que passavam conversando pelo lugar, 57% viram o palhaço. Entre os que estavam escutando música, com fones de ouvido, apenas 32% perceberam algo diferente.
Nosso gorila também não passou despercebido de quem conversava ou ouvia música.
“Passou agora aqui, parece um gorila, numa bicicleta”, conta um homem.
“Feio pra caramba, parece um gorila”, diz outro homem.
A surpresa, no estudo americano, foi entre os que estavam falando ao celular: só 8% viram o palhaço de monociclo.
Quase ninguém que falava ao celular reparou no palhaço ou no macaco, porque o telefone requer muita atenção: o som é ruim, você não tem a imagem da boca da pessoa se mexendo para ajudar, tem que acompanhar a conversa e pensar na resposta. Então, toda sua atenção fica de fato canalizada para a conversa no celular.
Conclusão: a impressão de que conseguimos prestar atenção em duas coisas ao mesmo tempo é realmente só impressão.
“O que a gente consegue fazer é alternar a atenção entre uma coisa e a outra coisa e voltar para a primeira. Mas é preciso saber que, enquanto você está prestando atenção em uma coisa, o seu cérebro ignora a outra. Ele precisa fazer isso para dedicar a sua atenção na primeira coisa”, revela a neurocientista.
Você consegue estudar e assistir à televisão ao mesmo tempo? Conversar e jogar videogame? Sim? Não? Então, preste atenção.
O teste famoso: é preciso prestar atenção e contar quantas vezes os jogadores de amarelo passam a bola entre eles. Só os de amarelo. São 12 passes. Você acertou? Mas talvez tenha perdido o mais legal: um macaco entra no jogo, faz graça e você não vê. Sabe por quê?
“É uma limitação do cérebro da gente. A gente só consegue prestar atenção em uma coisa de cada vez. De todas as coisas que acontecem, a gente só consegue registrar conscientemente uma delas,” diz a neurocientista Suzana Herculano.
Ainda duvida? Então, imagine uma situação: você está passando por uma praça e, de repente, não mais do que de repente, surge um gorila. Normal? Bem, o macaco pedala um monociclo!
“Não, não reparei nada”, diz uma senhora.
Cientistas americanos fizeram um teste parecido. Mas a sério. O estudo acaba de ser publicado em uma revista de psicologia.
Eles puseram um palhaço de monociclo rodando numa praça. Resultado: nos grupos que passavam conversando pelo lugar, 57% viram o palhaço. Entre os que estavam escutando música, com fones de ouvido, apenas 32% perceberam algo diferente.
Nosso gorila também não passou despercebido de quem conversava ou ouvia música.
“Passou agora aqui, parece um gorila, numa bicicleta”, conta um homem.
“Feio pra caramba, parece um gorila”, diz outro homem.
A surpresa, no estudo americano, foi entre os que estavam falando ao celular: só 8% viram o palhaço de monociclo.
Quase ninguém que falava ao celular reparou no palhaço ou no macaco, porque o telefone requer muita atenção: o som é ruim, você não tem a imagem da boca da pessoa se mexendo para ajudar, tem que acompanhar a conversa e pensar na resposta. Então, toda sua atenção fica de fato canalizada para a conversa no celular.
Conclusão: a impressão de que conseguimos prestar atenção em duas coisas ao mesmo tempo é realmente só impressão.
“O que a gente consegue fazer é alternar a atenção entre uma coisa e a outra coisa e voltar para a primeira. Mas é preciso saber que, enquanto você está prestando atenção em uma coisa, o seu cérebro ignora a outra. Ele precisa fazer isso para dedicar a sua atenção na primeira coisa”, revela a neurocientista.
Friends, The B. Bang theory, etc... cultura ou...?
Tenho filhos jovens. O canal favorito, em qualquer hora do dia, é Warner Brothers. E tome Friends, The big bang theory, Two and a half men... acho que não varia em relação a isto...
gosto de ver um ou outro. Prefiro o BBTheory, o Sheldon é muito engraçado.
Mas no fundo são enlatados americanos, com risos forçados e piadas ou cenas sensuais, caricatas, etc.
O que nestes programas atraem os jovens? obviamente não me considero jovem, como eles, mas eles gostam.
Talvez a Warner com meia dúzia de atores e programas de qualidade duvidosa acertou na msg ao seu publico alvo. E parece que não é só na minha casa...
Antigamente tínhamos o Didi, Ronad Golias, etc., mas isto é passado. Posso estar errado, mas penso que o tipo de comedia é, no fundo, parecido (pastelão).
Mas se os jovens gostam, eles provavelmente estão certos. Viva a Warner!!!
gosto de ver um ou outro. Prefiro o BBTheory, o Sheldon é muito engraçado.
Mas no fundo são enlatados americanos, com risos forçados e piadas ou cenas sensuais, caricatas, etc.
O que nestes programas atraem os jovens? obviamente não me considero jovem, como eles, mas eles gostam.
Talvez a Warner com meia dúzia de atores e programas de qualidade duvidosa acertou na msg ao seu publico alvo. E parece que não é só na minha casa...
Antigamente tínhamos o Didi, Ronad Golias, etc., mas isto é passado. Posso estar errado, mas penso que o tipo de comedia é, no fundo, parecido (pastelão).
Mas se os jovens gostam, eles provavelmente estão certos. Viva a Warner!!!
2013 - e o meio ambiente??? vai mal...
Li hoje uma notícia: mais de 1/3 dos afegãos vive abaixo da linha de pobreza; pesquisando alguns países da Ásia, do Oriente Médio, da África e até da América encontraremos outras situações tristes.
Por outro lado, na lista dos maiores bilionários do mundo, liderada pelo mexicano Carlos Slim, com mais de U$ 60 bilhões, tem até um brasileiro: Eike Batista, com cerca da metade desse valor. Sei que Slim é dono de um império de telecomunicações; sei também que o México é rico em tradições e paupérrimo em distribuição de riquezas, mas sei muito pouco deste país.
Já o sr. Eike é o representante de uma geração na qual, como ele mesmo diz, o importante é você criar riquezas do zero. Não importa (para alguns) a natureza ética de sua fortuna. Sei que é um homem do mercado, que faz fortunas (e perde) no cassino da bolsa. É também capaz de fechar uma fábrica sem muita preocupação outros stakeholders (empregados por exemplo). Existem também aspectos obscuros de sua atuação: proximidade com politicos e possíveis favorecimentos. Por exemplo, o porto de Açu no norte fluminense, de acordo com estudo da UENF, pode provocar a desertificação de uma região do estado. Mas o capital não se detém para coisas pequenas... o meio ambiente está aí para ser usado (e até abusado) pelos que têm visão (sic) empresarial.
O pior é que o mercado e seus defensores dão um tiro no pé e jogam para as futuras gerações desafios e preocupações gravíssimos: como equilibrar crescimento com sustentabilidade? ou, pior ainda, como evitar catástrofes ambientais?
Só não vê quem não quer: calor insuportável no Brasil e fortes nevascas no norte.
Os grandes países não querem abrir mão de crescimento, passando por cima de acordos sobre meio ambiente em troca de um crescimento mais modesto porém "sustentável". Esta palavra está tão na moda, mas o que significa mesmo? Ou como diria um personagem: sustentável para quem cara-pálida? Acredito que sustentável só pode ser para todos.
O que temos com isto? No longo prazo estaremos todos mortos, mas e as novas gerações?
Por outro lado, na lista dos maiores bilionários do mundo, liderada pelo mexicano Carlos Slim, com mais de U$ 60 bilhões, tem até um brasileiro: Eike Batista, com cerca da metade desse valor. Sei que Slim é dono de um império de telecomunicações; sei também que o México é rico em tradições e paupérrimo em distribuição de riquezas, mas sei muito pouco deste país.
Já o sr. Eike é o representante de uma geração na qual, como ele mesmo diz, o importante é você criar riquezas do zero. Não importa (para alguns) a natureza ética de sua fortuna. Sei que é um homem do mercado, que faz fortunas (e perde) no cassino da bolsa. É também capaz de fechar uma fábrica sem muita preocupação outros stakeholders (empregados por exemplo). Existem também aspectos obscuros de sua atuação: proximidade com politicos e possíveis favorecimentos. Por exemplo, o porto de Açu no norte fluminense, de acordo com estudo da UENF, pode provocar a desertificação de uma região do estado. Mas o capital não se detém para coisas pequenas... o meio ambiente está aí para ser usado (e até abusado) pelos que têm visão (sic) empresarial.
O pior é que o mercado e seus defensores dão um tiro no pé e jogam para as futuras gerações desafios e preocupações gravíssimos: como equilibrar crescimento com sustentabilidade? ou, pior ainda, como evitar catástrofes ambientais?
Só não vê quem não quer: calor insuportável no Brasil e fortes nevascas no norte.
Os grandes países não querem abrir mão de crescimento, passando por cima de acordos sobre meio ambiente em troca de um crescimento mais modesto porém "sustentável". Esta palavra está tão na moda, mas o que significa mesmo? Ou como diria um personagem: sustentável para quem cara-pálida? Acredito que sustentável só pode ser para todos.
O que temos com isto? No longo prazo estaremos todos mortos, mas e as novas gerações?
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