quarta-feira, 30 de maio de 2012
Lula x Gilmar
Diante do embroglio que se criou vem a pergunta: quem tem a razão? ou quem mentiu?
O que realmente ocorreu não virá a tona. Na verdade isto é um JOGO DE PODER.
"Mas, ex-presidente, faça-me um favor"? Se expor desse jeito...ou será que alguém acredita que Lula foi ao ministro do Supremo fazer uma visita de cordialidade, ainda mais o Gilmar Mendes???
Admiro o Lula por muitas coisas boas que fez, apesar das besteiras, tipo: passar a mão na cabeça dos envolvidos no Mensalão (os aloprados).
Mas essa agora passou dos limites. Meu caro Lula, fique quietinho no seu lugar; viaje pra fazer palestras e defender uns trocos como o FHC, não manche sua figura de ex-presidente por causa dessa confusão que o PT se meteu, fique na sua, aproveite para curtir dona Marisa, seus familiares, dê conselhos, mas... basta!
Marcha das "vadias"
Estranho esse título não?
Como surgiu essa idéia? Em janeiro de 2011, ocorreram casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto. Na ocasião um policial fez uma observação para que "as mulheres evitassem se vestirem como vadias (sluts, no inglês), para não serem vítimas". Foi o estopim para uma série de manifestações de revolta contra frases deste tipo.
Aparentemente o objetivo da marcha é dar um outro significado para o termo vadia, mostrando que numa sociedade machista há uma tendência em se tratar as mulheres como "coisas" ou propriedade masculina . "Estamos cansadas de sermos oprimidas pela vergonha, de sermos julgadas por nossa sexualidade e de nos sentirmos inseguras" era uma das frases mostradas em cartaz.
Com a repercussão o movimento adquiriu maior abrangência: pelos direitos das mulheres, contra a violência, lei Maria da Penha, direito de mostrar ou vender o corpo, etc.
Infelizmente manifestações públicas podem descambar para fatos lamentáveis ou, no mínimo, reprováveis. Como exemplo, na marcha realizada no Rio de Janeiro, um grupo de mulheres, algumas com os seios à mostra, tentaram entrar a força na Igreja de N. Sra. de Copacabana provocando repúdio dos fiéis e intervenção da polícia para acalmar os ânimos.
Me parece óbvio que um fato como este é lamentável e deve ser reprovado; não se pode admitir invasão de um ambiente como uma igreja com uma intenção manifesta de agressão ou provocação aos fiéis, às suas crenças, etc.
Tirando os excessos, a marcha deixa algumas inquietudes: por um lado podemos e devemos apoiar manifestações pelos direitos das mulheres em condição de igualdade e dignidade com os homens, ou seja, uma condenação das práticas machistas.
Por outro lado, é importante que as mulheres tenham prudência na forma de se mostrar em público, mantenham sua dignidade e seus valores universais. Todos precisamos disto.
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