Fraternidade.... será que esta palavra tem algum significado hoje? Afinal estamos vivendo uma época chamada por muitos como pós-modernidade, lugar de competição e individualismo onde as pessoas têm que cuidar de si e da sua família, afinal quem vai pensar nelas?
Podemos lembrar do ideal da revolução francesa: liberdade, igualdade e fraternidade! Nos nossos tempos liberdade ganhou um status de uma das coisas que mais importa (pelo menos no mundo ocidental; igualdade... tem sido um enorme desafio. Sabemos que somos diferentes: raças, condição social, educação, valores... assim, o que significa igualdade? Na época que o comunismo estava no auge eles pensavam que igualdade era tornar todos em condições sociais iguais... não funcionou...
Talvez possamos entender igualdade de oportunidades e já seria um enorme desafio num país de proporções gigantescas como o Brasil e de imensas desigualdades sociais. Mas muitos lutam ou fazem alguma coisa para diminuir essas desigualdades. Também poderíamos pensar: como humanos, somos todos dignos de respeito, de sermos valorizados pela nossa condição humana, independente do resto...mas, ainda é um baita desafio.
E a fraternidade? É muito menos falada que as outras duas. A Campanha da Fraternidade da CNBB cada ano tenta enfocar um assunto merecedor de reflexão. Neste ano Justica e Paz, assuntos importantíssimos para vivermos em sociedade.
Convido vocês a verem um pequeno filme interessante sobre o assunto com Jorge Furtado:
Ultimamente percebo como o paradoxo está frequentemente presente em tudo. Por exemplo a cultura pós moderna se caracteriza também pela interação, mas essa interação surge do fato de que o pós modernismo nasce caracterizado pelo assim chamado pensamento débil, ou seja, o contrário da interação, exatamente aquela atitude de pensar individualizando a si próprio ou no máximo a própria família como você colocou no seu texto. Cada movimento de época traz em si o antídoto para seu próprio veneno, ou seja, o pensamento débil é o veneno e a interação o antídoto. Prova disso, da presença do movimento oposto ao individualismo, é o belíssimo vídeo que você postou. Existe esse paradoxo no pós modernismo, porque cada época traz em si suas próprias respostas, como aquela semente que já está presente no íntimo da terra no inverno e que só se manifestará na primavera, o que nos induz a imaginar que o próximo movimento (primavera) é que trouxe a resposta, consequentemente contrária àquela dada pela época anterior (inverno), aparentando, com isso, um dualismo que na verdade não existe porque a resposta já estava lá (no inverno) incubada na semente.
ResponderExcluirIsso nos dá uma imensa esperança!!! Esperança de que a Fratenidade,irmã esquecida na trilogia da revolução francesa, que dá sentido as outras duas, apesar do frio do inverno pós moderno, está latente como a semente, no alvor de uma futura primavera.
Obrigada pelo texto e pelo vídeo.
Um abraço
Christina